004 rios à noite
A noite – ou o anoitecer – confere uma consistência de sólido à água. Na realidade, a luz fá-la parecer viscosa como um óleo queimado, mas em pintura é comum percepcioná-la como areia ou pavimento baço, frio, morto. É assim que a vejo nos portos nocturnos de Rousseau ou na Vista de um porto, de Friederich.
A ilha de Saint-Louis vista do porto Saint-Nicholas (1888), Rousseau

Vista de um porto (1815/16), Friederich
E, depois, em completa oposição, há a água vibrante de Noite estrelada sobre o Ródano ou a água sob a forma de corrente viva na curva d'O canal «Roubine du Roi» com lavadeiras, ambos de Van Gogh. Água heraclitiana, jorro de cor e de vida.
Noite estrelada sobre o Ródano (1888), Van Gogh
O canal «Roubine du Roi» com lavadeiras (1888), Van Gogh


Vista de um porto (1815/16), Friederich
E, depois, em completa oposição, há a água vibrante de Noite estrelada sobre o Ródano ou a água sob a forma de corrente viva na curva d'O canal «Roubine du Roi» com lavadeiras, ambos de Van Gogh. Água heraclitiana, jorro de cor e de vida.


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